O que acontece no offline… reflete no online.

 

E, recentemente, pudemos acompanhar um exemplo claro disso: o da influenciadora digital Gabriela Pugliesi.

 

Considerada uma musa fitness e com mais de 4 milhões de seguidores, Gabriela se colocou em uma crise de imagem ao promover uma confraternização com as amigas em sua casa. Nada demais, se o evento não tivesse acontecido durante a pandemia do coronavírus.

 

Vale lembrar, inclusive, que a influenciadora foi uma das primeiras vítimas da doença no Brasil, tendo sido infectada durante a festa de casamento da sua irmã. Ou seja, ela sentiu na pele o que é conviver com a doença. Por ser saudável e não pertencer a nenhum dos grupos de risco, Gabriela, felizmente, recuperou-se após 14 dias em casa.

 

Com o seu poder de influenciar milhões de pessoas, trabalhar no segmento de saúde e beleza e já ter contraído o coronavírus, a musa fitness tinha a faca e o queijo na mão: era uma das melhores pessoas para dar o exemplo do que (não) fazer nesta fase delicada que o mundo vive.

 

Mas, ao contrário, a influenciadora escorregou. E, abaixo, listamos os principais erros dela.

 

Os 4 erros de Gabriela Pugliesi

 

  1. Em primeiro lugar, ela errou ao promover a confraternização. Se ela tinha como propósito compartilhar dicas de uma vida saudável, a atitude que teve com a celebração colocou em xeque sua real preocupação com o próximo e demonstrou total falta de empatia. Também fica a dúvida se ela, de fato, possui propriedade para falar sobre o tema que se propõe a divulgar nas redes.

 

  1. O erro foi agravado quando compartilhou o evento em seu Instagram. Vale dizer que este não foi o principal erro, pois a influenciadora continuaria errada se tivesse feito sem ninguém saber. A diferença é que, vivendo de imagem na internet, a divulgação tornou o erro popular e tomou proporções inimagináveis, causando uma forte crise de imagem. No dia seguinte, inclusive, algumas marcas se posicionaram afirmando que tinham rompido a parceria com ela.

 

  1. Não sabemos dos cuidados que ela tomou ao reunir as amigas em casa. A questão é: por que uma pessoa que tem como objetivo influenciar milhões de outras a seguirem hábitos saudáveis, não chegou a cogitar que divulgar uma confraternização significaria influenciar milhões de outras a fazerem o mesmo? Ou seja, além de mostrar falta de preocupação com o momento do mundo, um dos pontos mais graves é que, direta ou indiretamente, convidou seus seguidores a agirem da mesma forma – e sem nenhum sinal de alerta sobre possíveis cuidados para que, em casos imprescindíveis, haja uma convivência social responsável.

 

  1. Percebendo a repercussão, a musa fitness voltou ao Instagram para se desculpar pela sua atitude. Falar que isso está errado, seria injusto. Era, no mínimo, o esperado. A dúvida que fica, no entanto, é: o pedido de desculpas foi autêntico ou foi uma forma desesperada de reverter a crise de imagem instalada? E, neste caso, tratando-se de uma pessoa bem informada e que passou pela doença, realmente é possível acreditar que ela não sabia que era errado reunir amigos no meio de uma pandemia?

 

O acerto de Gabriela Pugliesi

 

Pensando digitalmente, o acerto dela foi sair do Instagram, dando um tempo nas redes sociais. Além de em poucas horas ter perdido mais de 150.000 de seguidores, continuar nas redes faria com que o assunto demorasse mais para esfriar.

 

Mas sair significa que, em determinado momento, ela voltará. E é indispensável que, neste tempo desconectada, ela e sua equipe pensem em estratégias para que a influenciadora volte mais forte, mais conectada ao seu propósito e possa dar a volta por cima.

 

O que podemos aprender com o caso Gabriela Pugliesi?

 

Enquanto isso não acontece, Gabriela Pugliesi, que não é nova no mundo das influenciadoras digitais, ensinou algumas lições:

 

  1. Autenticidade é imprescindível para a construção de uma imagem sólida nas redes sociais.

 

  1. O que acontece no offline, sem dúvidas, reflete no online

 

A nós, caberá observar e acompanhar os próximos passos.